Confrontos na estratégica cidade de Zawiya entram no segundo dia consecutivo; rebeldes dizem ter abatido avião em Ras Lanouf
Enquanto a Líbia se encaminha rapidamente para a guerra civil, relatos de violência e vítimas continuam a aumentar entre as forças leais a Muamar Kadafi, há quase 42 anos no poder, e militantes rebeldes que se recusam a deixar sua luta até o fim do regime.
A turbulência na Líbia entrou no seu 19º dia sem nenhum sinal claro de quem controla Zawiya, a cidade previamente rebelde mais próxima da capital do país. Neste sábado, duros confrontos continuaram pelo segundo dia consecutivo na cidade, com pelo menos dois tanques do Exército líbio tendo entrado na Praça dos Mártires, onde pesados tiroteios foram ouvidos por testemunhas.
Os choques de sexta-feira em Zawiya, localizada no oeste da Líbia e a 50 quilômetros de Trípoli, deixaram pelo menos 18 mortos e 120 feridos - incluindo o principal comandante local, um coronel que havia desertado do Exército do país. Neste sábado, segundo fontes rebeldes, o número de mortos teria subido para 70, enquanto o de feridos para 300. Não há como confirmar as informações com fontes independentes.
Apesar de terem afirmado que conseguiram repelir a ofensiva de Kadafi, os rebeldes temem a chegada de reforços enviados pelo governo sob comando do general Khuweildi al-Humaidi, um dos principais homens de Kadafi.
Segundo relatos de testemunhas, há na cidade um massacre de civis, com os milicianos feridos sendo atendidos nas ruas. Os partidários de Kadafi se posicionaram no topo dos edifícios da cidade, de onde vigiam o movimento dos milicianos e impedem a retirada dos feridos.
Durante todo o dia, os sitiados lançaram apelos a todos os homens armados da cidade para que ajudem na defesa do reduto de resistência. O ativista Mohammed Qasem disse à rede de TV Al-Jazeera que as brigadas de segurança de Kadafi instalaram barreiras a cerca de 3 quilômetros do centro da cidade e se reagrupam nos acessos do leste e oeste.
Na sexta-feira, a explosão do depósito de armas de Rajma em uma base militar perto de Benghazi, a segunda maior cidade do país, destruiu completamente uma área três vezes o tamanho de um campo de futebol. Motoristas de ambulância que correram ao local disseram que pelo menos 26 morreram no incidente.
Ainda não está claro como o depósito explodiu, mas a suspeita caiu imediatamente em agentes de kadafi que buscam negar aos rebeldes as armas e munição de que precisam para seu avanço a oeste em direção à cidade de Sirte, sob controle de Kadafi, na costa mediterrânea.
FONTE DE INFORMAÇÃO: último segundo 05/03/2011
sábado, 5 de março de 2011
Violência aumenta enquanto Líbia caminha para a guerra civil
Confrontos na estratégica cidade de Zawiya entram no segundo dia consecutivo; rebeldes dizem ter abatido avião em Ras Lanouf
Enquanto a Líbia se encaminha rapidamente para a guerra civil, relatos de violência e vítimas continuam a aumentar entre as forças leais a Muamar Kadafi, há quase 42 anos no poder, e militantes rebeldes que se recusam a deixar sua luta até o fim do regime.
A turbulência na Líbia entrou no seu 19º dia sem nenhum sinal claro de quem controla Zawiya, a cidade previamente rebelde mais próxima da capital do país. Neste sábado, duros confrontos continuaram pelo segundo dia consecutivo na cidade, com pelo menos dois tanques do Exército líbio tendo entrado na Praça dos Mártires, onde pesados tiroteios foram ouvidos por testemunhas.
Os choques de sexta-feira em Zawiya, localizada no oeste da Líbia e a 50 quilômetros de Trípoli, deixaram pelo menos 18 mortos e 120 feridos - incluindo o principal comandante local, um coronel que havia desertado do Exército do país. Neste sábado, segundo fontes rebeldes, o número de mortos teria subido para 70, enquanto o de feridos para 300. Não há como confirmar as informações com fontes independentes.
Apesar de terem afirmado que conseguiram repelir a ofensiva de Kadafi, os rebeldes temem a chegada de reforços enviados pelo governo sob comando do general Khuweildi al-Humaidi, um dos principais homens de Kadafi.
Segundo relatos de testemunhas, há na cidade um massacre de civis, com os milicianos feridos sendo atendidos nas ruas. Os partidários de Kadafi se posicionaram no topo dos edifícios da cidade, de onde vigiam o movimento dos milicianos e impedem a retirada dos feridos.
Durante todo o dia, os sitiados lançaram apelos a todos os homens armados da cidade para que ajudem na defesa do reduto de resistência. O ativista Mohammed Qasem disse à rede de TV Al-Jazeera que as brigadas de segurança de Kadafi instalaram barreiras a cerca de 3 quilômetros do centro da cidade e se reagrupam nos acessos do leste e oeste.
Na sexta-feira, a explosão do depósito de armas de Rajma em uma base militar perto de Benghazi, a segunda maior cidade do país, destruiu completamente uma área três vezes o tamanho de um campo de futebol. Motoristas de ambulância que correram ao local disseram que pelo menos 26 morreram no incidente.
Ainda não está claro como o depósito explodiu, mas a suspeita caiu imediatamente em agentes de kadafi que buscam negar aos rebeldes as armas e munição de que precisam para seu avanço a oeste em direção à cidade de Sirte, sob controle de Kadafi, na costa mediterrânea.
FONTE DE INFORMAÇÃO: último segundo 05/03/2011
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