Para protestar contra o que consideraram descaso do governo do Estado com a categoria, servidores da área de Saúde iniciam nesta manhã uma paralisação de 48 horas. De acordo com a diretora regional do Sindicato dos Trabalhadores Públicos de Saúde do Estado de São Paulo (SindSaúde), Mariuze Inês Miranda, a ação em Bauru contará com adesão de boa parte dos cerca de 300 trabalhadores do Instituto Lauro de Souza Lima.
Ela também informa que outros órgãos estaduais, como a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), Instituto Adolfo Lutz, Vigilância Sanitária e o Departamento Regional de Saúde 6 (DRS-6) terão adesão parcial à manifestação. “Fizemos assembleia em locais de trabalho e esperamos o governo tomar um posicionamento. Mas, infelizmente, o governo não demonstrou respeito. Por isso, foi decidida a paralisação e constituindo um movimento de greve para o segundo semestre”, conta.
Ela reitera que no Instituto Lauro de Souza Lima foi elaborado uma escala para garantir o atendimento aos pacientes internados e também para os agendamentos que não foram remarcados. “Não queremos prejudicar a população.” De acordo com Mariuze, a categoria reivindica aumento salarial real de 26%, reajuste de vale-refeição e condições dignas de trabalho.
Procurada pelo Jornal da Cidade, a Secretaria de Estado da Saúde informa que vem dialogando com o SindSaúde para buscar um entendimento em relação às reivindicações. Segundo a pasta, pelo menos seis reuniões com representantes do sindicato foram realizadas. Uma das propostas colocadas é o reajuste de 12% do prêmio de incentivo, espécie de bonificação condicionada à avaliação de desempenho dos funcionários segundo critérios como assiduidade, interesse, cooperação, responsabilidade e eficiência.
Também adianta que está em fase final de estudos um plano de cargos e salários, que fará a revisão dos cargos e suas remunerações e que está em estudo, no governo, aumento de 80% sobre o valor do vale-alimentação.