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sábado, 27 de junho de 2009

Presos dois homens acusados de intolerância religiosa

RIO - Dois homens foram presos na noite da sexta-feira, entre eles um pastor, acusados de intolerância religiosa. Segundo a polícia, o pastor Tupirani da Hora, da Igreja Geração Jesus Cristo, e um rapaz que frequenta a igreja, chamado Afonso Henrique Alves Lobato, de 25 anos, seriam os responsáveis pela invasão a um templo espírita no ano passado no Catete. Segundo a polícia, este é o primeiro caso de prisão por intolerância religiosa no país. ( Assista no blog 'Repórter do Crime' ao vídeo em que o extremista evangélico confessa crimes ) A prisão aconteceu logo após um culto que acontece na igreja, no Morro do Pinto, na Zona Portuária do Rio. A delegada Helen Sardenberg, que investiga o caso. disse que os envolvidos também tinham um vídeo na internet com apologia a violência contra os pais de santo. - Na realidade, é um criminoso que utiliza a internet para tentar angariar esses discípulos. E o que a gente tem no fim aí é uma incitação muito grande a violência - afirmou a delegada. Na delegacia, o pastor negou as acusações, e disse que isso é uma má interpretação dos investigadores. - Se eu incitasse o ódio, não poderia ser discípulo de Jesus Cristo. Eu acho que eles têm todo o direito de expor a ideologia deles. Eu tenho três amigos pai de santo que eu tenho certeza que estariam dispostos a vir testemunhar por mim - afirmou o pastor Tupirani. O pastor e o rapaz presos vão responder por crime de intolerância religiosa. A pena varia de dois a cinco anos de prisão. Afonso Henrique já estava sendo investigado pela prática dos crimes de intolerância religiosa, injúria qualificada e incitação ao crime desde março deste ano, quando postou no YouTube um vídeo em que faz afirmações como "centro espírita é lugar de invocação do diabo"; "todo pai de santo é homossexual"; "a Bíblia diz que (...) a adoração por imagens e esculturas é abominação, então eu repudio aquelas imagens também". A invasão ao templo espírita aconteceu em junho do ano passado. O lugar foi revirado e todas as imagens destruídas. A invasão gerou revolta entre as lideranças de várias crenças e foi ponto de partida para a formação da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. Desde então, vários casos de intolerância religiosa vieram à tona. Em outubro do ano passado, a vítima da violência foi Nádia Maria Correa Cursino, de 53 anos, a Mãe Nádia de Oyá. Ela alugou um imóvel em Interlândia, Belford Roxo. Ao voltar de uma viagem, descobriu que o cadeado havia sido trocado e o terreiro invadido. Quando conseguiu entrar, viu que imagens e objetos reunidos durante 30 anos de vida religiosa tinham sido totalmente destruídos.

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